segunda-feira, 8 de março de 2010

Eloquência do silêncio e saudades

Atmosfera lânguida. Os sentidos à flor da pele imploram

Ao paladar amuado o prazer sonoro.

O acalanto das sílabas moles e versos fluidos mal preenchem

O vazio etéreo do ambiente noir e logo se traduzem

No toque suave das mãos.

Silêncio…


Tão caro à poética, à rítmica e ao encontro dos olhares.

Como se o simples bater de cinzas do cigarro revelasse

Os olhos embebidos em enigma, os lábios carnudos e sedentos,

A pele ansiosa pelo tato e o coração cheio de saudades…

Palavras…


Quando necessárias não bastam e quando bastam

Deixam muito a desejar.

Tropeço nas palavras, oculto os verdadeiros significados,

Dissimulo intenções quase sempre muito naturais

Como se o cruzamento dos encontros não possuisse esquinas

Como se todo o barulho de todas as esquinas do mundo

Se pudesse traduzir em

Silêncio…


Cuja sublime eloquência em um átimo revela

A inquietude do desejo no encontro das mãos,

A chave do enigma no toque dos olhos,

A sede do tato na satisfação dos lábios.

E as saudades que em mim deixarás…

3 comentários:

  1. Aeee pessoal! que seja o primeiro de vários! to na área! rs

    vamo lá hein, manifestem-se! Criticas, ameaças, panegíiricos,propostas de emprego, pedidos de casamento, cheques da universal do reino de deus....topo, topo, topo pq não!

    abraço!

    nóis

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  2. Shalom, belo texto.

    Gosto disso:

    ..Tropeço nas palavras, oculto os verdadeiros significados,

    Dissimulo intenções quase sempre muito naturais

    Como se o cruzamento dos encontros não possuisse esquinas...

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  3. "Palavras…

    Quando necessárias não bastam e quando bastam

    Deixam muito a desejar."

    Sem palavras...

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